quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Não consigo evitar

Eu não quero sentir nada. Estou fazendo de tudo para tirar você da minha cabeça, mas ela me prega peças. Sonho com você, pelo menos umas três vezes na semana. Cada parte do meu dia me faz lembrar de algo em você. Então está sendo difícil, muito difícil. Mas estou me obrigando a seguir em frente. Esse sentimento de incerteza me deixa na agonia, na angústia, na tortura. Não consigo te ler, não sei o que você quer. Ao contrário de mim, é claro, que involuntariamente sou lido por qualquer um. Ainda não consigo parar de pensar em ti. Meu coração é mole, fraco, frágil. Vale a pena te esperar? Você está com medo? Se estiver, saiba que eu também estou.  

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Minha história em 10 músicas

1.       Uma música que te lembre um momento bom?

Waves - Mr. Probz


2.       Uma musica que defina sua vida?

Under Control - Calvin Harris & Alesso


3.       Uma musica que te faz dançar na balada?

Turn up the Speakers - Afrojack & Martin Garrix


4.       Uma musica que foi tema em algum relacionamento?

Bones - Ms Mr


5.       Uma musica que sempre te faz chorar?

Wicked Game - Gemma Hayes


6.       Uma musica que seria toque do seu celular?

Scary Monsters and Nice Sprites - Skrillex


7.       Uma musica que você tatuaria?

Wild World - Skins <3


8.       Uma musica que te deixa com vontade de ficar com alguém?

One Last Breath - Creed


9.       Uma musica que você está viciado agora?

Am I Wrong - Nico & Vinz


10.        Uma musica que faz as pessoas lembrarem de você?

Radioactive - Imagine Dragons





sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Que 2015 seja igual a 2014!


O que dizer do melhor ano da minha vida? Pois é, ele foi 2014. Antes de iniciá-lo, eu estava acanhado e receoso. E muito. Era um ano de tensão, cuidados extremos e responsabilidades imensas. Terceiro Ano do Ensino Médio não é fácil. Eu chegava tarde em casa quase todos os dias. Exausto. Exausto das aulas, exausto dos exercícios, exausto de tudo. Por isso, muitas vezes nem chegava a realizar alguma tarefa escolar a mais naquele dia (o que me arrependo, porque poderia ter feito grandes diferenças). Enfim, fora essa parte curricular, eu me diverti muito.

Não sei o que deve ter acontecido, mas fiz amizade com tanta gente que assustei. Fiquei amigos de pessoas que nem sonhava que ficaria um dia, e permito dizer que foi muito incrível essa relação construída. O que eu me arrependo é de não ter realizado-a antes.

Tudo começou com um. Depois foram virando vários. Quando vi, pessoas que eu mal tinha conversado algum dia, estavam chegando em mim e puxando assunto ou fazendo graça. Foram muitas muitas palhaçadas, zoeiras. Já posso sentir saudade disso. Algumas amizades, inclusive, foram tão reforçadas as quais mal imaginava o alcance que poderia chegar. As pessoas que estiveram comigo no sofrimento e na comemoração, eu as amo cada uma de um jeito muito forte. Graças à elas, superei minhas dificuldades, ultrapassei minhas metas, e esqueci minhas angustias.

Nesse ano, comecei a curtir mais a vida, a desfrutar os prazeres, a aprender novas experiências. Algo que eu não tinha conhecimento anterior. Esse parte me ajudou a me descobrir, e reconhecer minha identidade.

Nervosismo, ansiedade, roer unhas, estresse, manchas na pele. Isso eu nem me atingiu comparado às grandiosidades que presenciei e nem aos momentos especiais que participei. Tudo foi muito bom. E eu só tenho a agradecer a Deus. Esse ano foi uma benção que ele me deu. 




quarta-feira, 9 de julho de 2014

Solidão


Ele ficava sozinho em seu quarto durante a tarde inteira. E a noite. E novamente. Ia à cozinha uma vez ou outra para beliscar. Às vezes lia um livro, ou entrava em redes sociais. “Sociais”. Ele se sentia mais solitário nela do que qualquer outra coisa. Não conversava com ninguém. Assistia a seriados ou lia séries para se conectar com pessoas, algo que ele necessita já que em seu mundo real é escasso. Sua família é confortável, mas inexiste algo que ele nunca teve de verdade e que precisava: um AMIGO.

É claro que ele tinha. Só que não havia algum em que estava ao seu lado para tudo. Ele sempre era coadjuvante. Seus amigos combinavam coisas sem ele, só pelo fato de ser considerado comum e menos importante.

Seus fluxos de pensamento corriam pela sua mente, e permaneciam ali. Não eram expostos. Tímido, retraído, carente de compreensão. O mundo andava com suas atividades, sem ele. Ele chorava porque queria enturmar, queria sentir que era especial. Ele se forçava a conversar com as pessoas, e sempre era assim. Valorizava todos que estavam ao seu redor e, ainda assim, não havia melhora. Correndo atrás deles; ele nunca era procurado. Por causa disso, ninguém notava seus conflitos.

Certa vez, a exclusão foi tanta, que pegou uma faca e cortou seu braço, colocando a culpa em si mesmo e se perguntando se sentiriam sua falta se não existisse mais naquele espaço. “O que há de errado comigo?”. No final, se arrependeu. Solidão desestruturou-o. Incomodou-o ao extremo. Desequilibrou-o, internamente. Isso trouxe conseqüências externas. Um pedido de  socorro silencioso.

Talvez, em uma nova etapa de sua vida, ele conheça um grupo que o acolha e torne-o protagonista, algo que ele nunca foi. Que o socorra e salve daquela agonia. Até lá, suas marcas continuarão ascendendo em seu corpo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ms Mr - Hurricane



Bem-vindo ao funcionamento interno da minha mente
Tão escura e imunda, eu não posso disfarçar

Os Instrumentos Mortais - Parte 1


 Inicialmente, percebi que seria um contexto e clímax intensos. No primeiro volume, bem introdutório, a principio foi difícil de “mergulhar” na leitura. Uma abordagem diferente e profunda que precisou de muita atenção. As leis, as regras, os poderes, o sistema. Tudo foi pensado e esquematizado. Ao lendo Cidade dos Ossos, às vezes tive que forçar-me a ler. Mas logo passou essa complicação. No segundo (o meu favorito), surgem conflitos e instabilidades. Novos personagens e descentralização do conflito principal criando outras histórias, elemento fundamental já que mais tarde tudo se interligará. O final de Cidade das Cinzas foi brilhante, sensacional, especial, algo que me influenciou a devorar o terceiro. Quando o iniciei, percebi que estava muito rápido. Porém, por motivos escolares, pausei. Mas quando retornei, sim, eu “comi” o livro. Ele me surpreendeu, pois tudo que eu desconfiava, era o contrário.
 Quando li os três primeiros livros, notei que nessa série, há muito sentimentalismo. Não só em relação ao casal, mas a todos os personagens. Sentimentos parentais, repressão, exclusão, raiva, ódio, amor. Todos eles enfatizados para cada personagem ou a todos eles. As lutas são muito bem descritas e assim necessita-se de ênfase durante a leitura. A única dificuldade que eu tive foi de imaginar os demônios.
 Vou ler os próximos dessa série tanto quanto vou ler o seu spin-off. Mas não por agora. Preciso de uma pausa porque além de querer economizar a história, ela é bem cansativa. 

Sinopses:

Livro 1
Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Livro 2
(spoiler)
Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.

Livro 3
(spoiler)
Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe.




terça-feira, 29 de abril de 2014

Muita Informação (TMI)


1. O que você está vestindo?
Roupa. -.-'
2. Já esteve apaixonado?
Sim.
3. Já teve um terrível término de namoro?
Nunca namorei, mas já tive um término de ficada, e sim, foi horrível.
4.Quanto você mede?
1,77m
5.Quanto você pesa?
65kg
6.Você têm tatuagens?
 Não.
7.Algum piercing?
Não.
8.One true pairing? (shipp)
Eu shippo Matemática e Português.
9.Show favorito?
Nunca fui.
10.Banda favorita?
Linkin Park
11.Alguma coisa que você sente saudades?
Ficar o dia todo à toa. <3
12. Música favorita?
Tantas, muitas, várias.
13.Quantos anos você tem?
16 anos.
14.Signo do zodíaco?
Leão.
15. Qualidade que você vê em uma parceira?
Personalidade.
16.Citação favorita?
Penso, logo existo.
17. Ator favorito?
Emma Watson.
18.Cor favorita?
Azul.
19. Música alta ou baixa?
Alta.
20. Para onde você vai quando está triste?
Cama.
21. Quanto tempo demora para tomar banho?
Depende kk
22.Quanto tempo você demora para se arrumar de manhã?
15 min
23. Você já esteve em uma briga física? 
Não.
24. Coisas que te excitam?
Não posso falar meus desejos e fantasias sexuais se não elas não vão se concretizar.
25.Coisas que te broxam?
Estresse. É sério.
26. A razão que você fez um blog?
Queria expor meus pensamentos, treinar escrita.
27.Medos?
Desapontar eu e os outros.
28. Última coisa que fez você chorar?
Acho que um sonho muito ruim que eu tive. Alguém devia ter morrido nele.
29.Última vez que você disse "eu te amo" para alguém?
Minhã mãe, e faz muito tempo.
30.Significado por trás do seu nome do blog?
Meu interior é desastrado e desequilibrado, por isso o nome.
31.Último livro que você leu?
Liberdade, Liberdade
32.Qual o livro que você está lendo?
Cidade de Vidro e Os diários do semideus
33.Último programa que você assistiu? 
Breaking Bad.
34. Última pessoa que você conversou?
Fernanda.
35.O relacionamento entre você e a última pessoa que você mandou uma mensagem?
Fernanda, ela é minha amigona.
36.Comida favorita?
O que engorda kkkk
37.Lugar em que você mais quer visitar?
EUA inteirinho.
38.Último lugar que você esteve? 
Mercado.
39.Você tem um crush (paixonite)?
Sim.
40. Última vez que você beijou alguém?
Não vou falar porque é vergonhoso, mas tem tempo pra kct.
41.Última vez que você foi insultado?
Hoje, rs, sou insultado todo dia pela Fernanda kk.
42. Doce favorito?
Chocolate
43.Que instrumentos você toca?
Nenhum, por enquanto.
44.Joia favorita?
WTF man? kkk. Meu intelecto. O problema é que eu não valho nada kk
45.Último esporte que você praticou?
Caminhar? kkk Pegar ônibus?
46.Última musica que você cantou?
Born to die - Lana del Rey
47.Qual a sua cantada favorita?
"Posso te fazer parar de sangrar?"
48. Você já usou essa cantada?
Não kk . A mina iria me dar um tapa.
49.Última vez que você ficou com alguém?
Última vez que eu beijei alguém.
50. Quem deve responder essas perguntas? 
Quem quiser.

Ps: essas perguntas foram traduzidas pelo LubaTV e alguminfinito do Youtube.

Paul Hovermale - From Myself




As 10 capas de livros mais bonitas da minha estante



Essa é beeeeeem significativa.


A única que eu gosto com capa de filme.


Neve e Morte.


Misteriosa.


Essa é foda. Alasca é muito fera.


Simples e perfeita.


Essa tachinha no mapa ficou demais.


Cabelos da Clary, e o rio de NY onde se passou a melhor parte do livro.


Apesar de não ser meu livro preferido da série, a capa é a melhor. Penseira é top.


Olha as roupas deles. Eles estão realmente desfilando. Já diz toda a história. 

(:

terça-feira, 25 de março de 2014

Apologize - One Republic feat. Timbaland

                                                                
É tão tarde para desculpar,
é tão tarde.

2º Capítulo: MAX


Dias após o velório e enterro, Max ainda se sentia fraco, desorientado e desconcertado. Começou a temer banalidades. Sentia medo. Até que houve um sonho para piorar seu portfólio.

Na escola da cidade, Max via as pessoas do alto. Ele não estava presente. Apenas via os outros personagens de sua imaginação. Desse modo, em meio à tumultuada de alunos sentados na grama, conseguiu enxergar Indiana e James. Estavam de mãos dadas e sorrindo. Parecia que naquele dia estavam bem. Durante a aula, enquanto James preferia desenhar na mesa ao lado de um esquisitão e de uma nerd, um bilhete apareceu. A caligrafia era da namorada e continha:
Será hoje?
James sacou. Provavelmente era para ele mesmo. Começou a sorrir. Estava marcado. Ele respondeu no mesmo bilhete:
Sim.
Entregou de volta.

O dia foi passando, e Max percebeu que seu amigo mal se agüentava de ansiedade. Seria demais a ele. Mas o que haveria?

Quando acabaram todas as aulas do dia, já estava escuro. Direcionou-se aos armários como de costume, e demorou o máximo possível para boa parte dos estudantes irem para casa. Quando ia ao banheiro devagar, esbarrou em Indiana, que deu uma piscada significativa os seus olhos azuis. Ela estava andando tortuosamente.

Combinado, ambos foram ao banheiro esconder nos boxes enquanto todos os alunos iam para casa, exceto eles. Os dois esconderam-se no mesmo boxe, e para ser como uma preliminar, começaram a se beijar. Já escuro, devido às luzes apagadas evitando atenção, saíram de lá aos beijos. Ela ficava rindo todo o momento, andando torto, devia estar bêbada.  James provavelmente sacou e pensou que como não tinham transado ainda, aquele seria um bom momento, já que ela não estava sóbria. Aproveitou o momento.

James, enquanto beijava o pescoço dela, tirava a própria camiseta e a calça, enquanto ela tirava sua blusa juntamente com o sutiã, short e calcinha. Ficaram nus. Voltaram a se relacionar naquele banheiro masculino imundo e carnicento.

Max continuava a ver a cena. Enquanto durava o coito, Indiana gemia. Até que falou para o parceiro:
- Eu te amo, Max. Sempre te amei.

James ficou estupefato, igualmente a seu amigo. James parou tudo. Colocou roupa nela e se vestiu. Pegou uma arma. Max foi se afastando da cena, enquanto que a imagem ia se dispersando, ele escutou dois tiros.



Max despertou de seu sonho. Estava assustado e ofegante. Foi raciocinando tudo que pudesse recordar.

Ele achou compreensível que ela gostasse dele. Eram amigos há muito tempo, ele sempre a ajudava. Ele já também teve uma queda por ela antes de seu melhor amigo começar a  namorá-la. A reação de James àquela situação foi escabrosa, mas correspondia proporcionalmente ao ciúme dele. O único mistério que ele não conseguiu desvendar foi: Por que ela estava bêbada?

1º Capítulo: MAX

Dentro do carro, em volta de campos e uma rodovia deserta ao horizonte, Max McQueen estava descrente que a mudança de escola fosse adequada a ele. Há alguns dias seu pai, Lewbert McQueen foi despedido do emprego de escritor e assim, toda a família teria que mudar de cidade, pois ele tinha recebido uma oferta boa de emprego, ou seja, largar os costumes e se adaptar a uma nova rotina. A Sra. Elizabeth McQueen, mãe de Max, é analfabeta e por isso só faz serviços domésticos na própria casa e cuide para que os filhos tenham uma boa educação e uma carreira decente, algo que ela não teve. Max tem dezessete anos, e seu irmão, Kim, sete. Ambos ficaram tristes com a mudança, porém, foi o único método de ainda ter seus cereais e achocolatados sobre a mesa, afinal, um escritor de histórias verídicas sobre crimes brutais (Max já leu algumas crônicas escondido de seu pai), não recebe lá essas coisas.
É o ultimo ano de Max no colegial e, portanto, o ano em que ele deve passar na prova para entrar na faculdade. Ele sabe que a mudança de escola vai modificar sua vida acadêmica.
Ao decorrer da viagem, seu pai dirigia em um carro popular (que duraram dez anos o pagamento das prestações), sua mãe fazia tricô no banco ao lado do motorista, Kim brincava com um carrinho fingindo que estava dirigindo ao redor do Sistema Solar, e Max escutava uma banda de Rock nos fones de ouvido de seu celular.
A viagem era longa. A única distração era ver a paisagem exibindo as características de um verão, escutar suas músicas e pensar como será a nova vida. O sol estava se pondo. Sua mãe virou-se para Max e disse na quebra do silêncio:
- Já te matriculei na nova escola. As aulas começam amanhã.
- Tudo bem – disse ele pensativo.
Nesse meio tempo, Kim olhou para seu pai e perguntou:
- Falta muito para chegar?
- Não, a cidade fica logo depois daquela colina – respondeu o pai apontando o dedo para uma montanha cujo pico havia uma grande torre envolta de fios e uma cidade iluminada logo atrás.
Já noite, enquanto percorriam o contorno da montanha, Max pode perceber um conjunto de luzes na sua frente e franziu as sobrancelhas e perguntou:
- Qual é o nome da cidade mesmo?
- Halltown.
Algum tempo depois, passaram ao redor de restaurantes e residências movimentadas e um trânsito infernal. Eles chegaram. Entrando em uma rua, Lewbert falou animado:
- Vocês vão adorar a casa.
Simplesmente era uma mansão. Como ele conseguiu comprar aquilo? Eles não são ricos. Todos ficaram se perguntando acanhados.
- Que foi? Eu disse que tinha recebido uma oferta boa – disse o Sr. McQueen.
- Mas isso não é uma casa, é uma mansão – alertou Kim enquanto sorria não acreditando que aquele casarão a sua frente fosse de sua família.
- Esperem para ver o meu novo salário – murmurou o pai enquanto deu um sorriso leve.
Max não ficou tão satisfeito como os outros. Isso chamaria muita atenção. Os colegas da nova escola ficariam curiosos e iriam acabar falando com ele, e na verdade, o seu plano era não fazer amigo algum.

Isso aconteceu há alguns meses. Max iria para escola normalmente, e devido às provas finais da escola, ele ficou estudando até tarde da noite e, portanto, acordou com tanto sono que ele não sabia se quem o acordou era sua mãe ou a Beyoncé.
Logo, tomou banho, vestiu sua roupa e foi para a escola. Ao chegar, parou na cantina e pediu um café para despertar. A prova era tão importante que o sono foi o mínimo naquela noite, e que um café expresso valeu nada em seu vigor. Foi para a aula encontrar seu amigo James e sua amiga Indiana. Eram seus melhores amigos desde o jardim de infância e há alguns dias começaram a namorar. Só que, pelo que Max soube, isso não estava dando muito certo. James era muito autoritário, ciumento e odiava ser contrariado. Já Indiana odiava que mandassem nela.
Ainda com sono, olhos caídos e não dando a mínima para o redor dele, chegou à sala. A cena que havia foi capaz de despertar o sono, coisa que o café não pode fazer.
Não tinha ninguém na sala. Ele consultou o relógio de pulso e percebeu que pelo horário já deveria estar atrasado, mas não havia ninguém lá. Deu uma olhada pelo corredor, e estranhou que os alunos estavam cochichando e correndo num mesmo fluxo em direção aos banheiros, algo que ele não tinha visto anteriormente devido ao sono. O que deveria estar acontecendo? Era um dia de provas, e Max necessitava de realizá-la para passar na disciplina.
Ele foi para os banheiros junto ao fluxo e ao notar um aglomerado de pessoas na porta do local, sentiu um baque no peito como se se fosse em direção àquilo, o afetaria. Ele já não tinha sono algum. Continuou andando. E viu que o aglomerado era composto de alguns pais, a polícia, bombeiros, professores, a diretora e os alunos que já haviam chegado.
Os pais eram os de James e os de Indiana. Ao ver, não acreditou e começou correr. Ao chegar ficou perplexo. Os pais estavam descontrolados e se debatendo com alguns professores e policiais. Alguns alunos também estavam chocados e chorando. Abriu um vão no aglomerado e logo viu a cena.
Ao entrar no banheiro se deu conta que havia sangue por todo o chão e escorrendo pelo ralo e pias quebradas jorrando água, inundando o chão.  Havia dois corpos caídos no chão de onde era a fonte de toda aquela sujeira. Um era Indiana com os cabelos soltos e a roupa com um buraco no peito de onde vinha todo o sangue da roupa suja dela. Era um tiro. Ela tinha uma expressão de pavor. Ao seu lado estava James com um buraco de bala na própria testa, na mão, que estava sobre a barriga, ele tinha uma pistola. Max começou a gritar.
- O que aconteceu? O QUE ACONTECEU? – berrou Max enquanto os bombeiros recolhiam os corpos.
- Calma, calma – murmurou a diretora que não manifestava o mínimo de emoção – a gente vai dizer tudo a você.
- “CALMA” O CARAMBA! – respondeu ele enquanto seu rosto já estava umedecido devido ao choro que se revelou – ME CONTEM AGO... – ele sentiu algo subir dentro de si mesmo ao ver os corpos sendo retirados passando na sua frente e adquirindo uma imagem tão grotesca que nunca mais iria esquecê-la, e vomitou no chão molhado.
Limpou a boca com a manga da blusa e começou a berrar. Nunca chorou daquele jeito. E sempre que se lembrava da cena ia ao vaso sanitário e vomitava.
Após algum tempo, ao Max acalmar-se e tomar tantos copos d’água, foi para a sala da diretora e escutar o que tinha acontecido junto aos pais de seus amigos. Ao se acomodarem, a diretora explicou como se aquilo fosse normal e que nada a afetava. Uma diretora comum.
- Bom, para começar todos deve saber que a Srta. Indiana Stevens e o Sr. James Wilson estavam namorando – ela se endireitou na cadeira e todos concordaram com a cabeça, tristes.
- Na noite de ontem – continuou ela – eles, provavelmente, ficaram na escola após o término das aulas,de acordo com uma testemunha, que é uma vizinha daqui; e acreditamos que estavam se relacionando.
Ela respirou fundo e continuou.
- Bom, pelo que se sabe é que, de acordo com os policiais, o Sr. James pegou a arma e atirou na Srta. Indiana – os pais de James assustaram e soltaram um ruído – ainda não se sabe o porquê, mas logo esse ato ele se deu conta do que havia feito e atirou em si mesmo.
Todos na sala abaixaram a cabeça e começaram a chorar exceto a diretora.

Alguns dias depois, Max se levantou e tomou um banho. Vestiu uma calça social, uma camisa, uma gravata e um blazer preto. Ainda não dormia direito e quando dormia tinha pesadelos de que os fantasmas de seus ex-amigos tentavam levá-lo à morte. Sempre que se lembrava daquela cena, de seus amigos mortos e sangrando, tinha que ir ao banheiro chorar e vomitar.
Lewbert o levou ao cemitério. Quando chegaram, ele disse:
- Me liga quando quiser ir embora. - Ele notou a expressão do filho e complementou – Não se preocupe filho, eles foram para um lugar melhor, agora eles estão bem.
Max olhou com desdém e saiu do carro sem dizer nada.
No velório, quando os defuntos foram enterrados, ele jogou uma rosa branca no túmulo desejando que não fizesse mais amigos. Ele tinha algo dentro dele dizia que era sua culpa o ocorrido.

Um Blog

Há muito tempo queria fazer um. Tive muita vontade mesmo. Só que meus conhecimentos em como criar um eram limitados. Mas atualmente a força de vontade foi tanta que precisei superar minhas limitações.
Vou postar de tudo. As escritas serão da minha plena autoria, quando não for eu aviso, e dou os créditos adequados aos autores. Lembrem-se: tudo que eu disser é de caráter subjetivo e pessoal, são as minhas opiniões, não uma lei para que todos aceitem. Estou aqui para convencer absolutamente ninguém. Apenas desejo expô-las para quem desejar lê-las, e se possível, promover discussões.